A prisão de Renato Purini
O secretário municipal de Governo de Bauru, Renato Purini, foi preso na manhã de sexta-feira, 16 de outubro de 2026. Ele, que é marido da prefeita Suéllen Rosim, foi visto em um vídeo sendo levado pela polícia para a sede do Executivo. A ação faz parte de uma investigação que apura fraudes em licitações relacionadas à gestão de lixo no município, que envolvem um contrato avaliado em R$ 5,2 bilhões.
A prisão ocorreu durante a Operação Cavalo de Troia, uma investida do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) em conjunto com a Polícia Militar. Além de Purini, já houve prisões de outros ex-secretários na mesma operação que investiga o esquema de fraudes em licitações, e a prefeita não é alvo direto das investigações em curso.
Desdobramentos da Operação Cavalo de Troia
Após a prisão, Purini foi levado para a Prefeitura de Bauru, onde o GAECO cumpriu mandados de busca e apreensão. A prefeitura declarou que está colaborando com as investigações, fornecendo documentos e informações solicitadas. Em decorrência dos fatos, Renato Purini foi exonerado do cargo de secretário. A operação surgiu após denúncias de ameaças contra catadores de recicláveis e apura, entre outros aspectos, o direcionamento de licitações para favorecimento de empresas específicas.

A investigação identificou um envolvimento profundo de personagens ligados à administração municipal, incluindo a ex-secretária de Meio Ambiente, que tinha relações com executivos da empresa beneficiada. A análise de mensagens extraídas de celulares apreendidos revelou novos indícios da participação de outros agentes públicos e privados nas fraudes em licitações.


